
Ano: 1998
Local: Vários.
A pedido de várias familias (mais concretamente metade de um casal) venho contar mais uma das minhas histórias e que (infelizmente) são reais.
Um amigo meu, podemos chamar-lhe de M., fazia 18 anos neste ano. E como os rapazes nesta idade têm uma enormissima maturidade foi decidido oferecer-lhe um filme pornográfico. Quem ficou encarregue por esta compra? Quem haveria de ser? Foi o amigo Carrasco. Porquê? Porque era o mais velho da "matilha".
Lá foi o Carrasco, todo pimpão, à sex-shop que fica ali ao pé do metro dos Restauradores. Entro na loja e fico logo a gostar do estabelecimento a partir de um aviso que está à entrada: "Proibida a entrada a pessoas que não sejam higiénicas". É uma forma suave de utilizar a semântica para dizer: "Se te ejaculas para qualquer sítio que não uma sanita levas nos cornos". Senti logo a brisa deste ambiente relaxante e calmo.
Entrei e fui directo ao assunto, neste caso as prateleiras de filmes. Comecei a ver preços e na altura (lembrem-se que não havia downloads nem nada disso) era tudo entre 3 e 5 contos (mil escudos se preferirem). Pensei logo: "Jovem, este ano vais mas é levar com um baralho de cartas da Samantha Fox e já curtes". Entretanto vejo um caixote com filmes a mil escudos e os olhos começam a brilhar. Pego num filme que tinha um título a ver com a ocasião, "18º aniversário de Debbie", pago e saio dali.
Nessa noite houve jantar, palhaçada e foi oferecida a prenda que deixou M. muito satisfeito.
No dia seguinte, M. não estava muito contente, aliás estava até um pouco chateado mas ao mesmo tempo envergonhado. Perguntei-lhe o porquê desta reacção e ele fugia sempre à resposta. Disse-me a mim e a outro colega para irmos a casa dele que ele explicava. Lá fomos nessa tarde e percebemos a reacção dele. O filme realmente era pornográfico mas fazia lembrar muito o Dartacão. Tinha muitas espadas e rabos peludos. Para quem não percebeu, o filme apesar de ter no selo fiscal o mesmo nome da capa do filme, na cassete (ainda não existiam DVD's) estava um porno gay.
Como não bastasse isto para tornar a história estranha, há mais. Fico com pena do rapaz porque era (e é) um verdadeiro aficionado do sexo (na altura só com ele próprio e com auxiliares audiovisuais). O que faz o Carrasco? Vai a casa e passa meia tarde a vasculhar o caixote do lixo para arranjar o recibo da compra do filme para o ir trocar. Depois de encontrar o recibo, pego no filme e toca a ir outra vez para os Restauradores.
Chego lá e explico a situação à senhora da caixa. Ela olha para a capa e o selo fiscal e diz que os 2 correspondem logo tem que ser o mesmo filme. Eu insisto por mais 10 minutos e ela chama alguém. De repente olho e vejo um "negão" de 1,90m a aproximar-se. Preparo logo o discurso do "epá não há crise, eu fico com o filme. Até deve ser giro e tudo" quando a rapariga explica a situação e o rapaz pega no filme e vai para uma sala. Fica perto de meia hora a "analisar" o problema, a fazer sabe-se lá o quê, que em menos de 5 minutos se percebia. Conclusão: Filme trocado, aniversariante feliz, "negão" feliz, Carrasco humilhado e sujo.
p.s.: A. , a minha vida é muito estranha, não é?
Labels: Gay, Jokes, Sex