Friday, April 18, 2008

Problemas de dialética!!!


O cara está preso na delegacia, todo arrebentado...
O advogado comparece para libertá-lo, e pergunta o que havia acontecido.
O cliente começa a explicar:
- Bem, eu estava passando na rua e de repente, vi um monte de gente correndo.
Estavam socorrendo uma prostituta, que acabava de dar à luz um lindo menino.
Solidário, comprei um pacote de fraldas para presentear a prostituta.
Então, um Polícia de Intervenção, com 2 metros de largura, se aproximou e
vendo o pacote de fraldas nas minhas mãos, perguntou:
- P'ra onde vai isso?
E eu respondi:
- Vai p'ra puta que pariu...
Depois disso não me lembro de mais nada...
"a língua portuguesa é traiçoeira.."

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Wednesday, December 26, 2007

Anúncio à "Purtugeza"

Hoje a história é verídica.
Recebi este anúncio através de um contacto do Hi5. É incrível como em tão poucas linhas se dão tantos erros no português. Diria até mais, é preciso mesmo ter talento....

"se precisas de fazer algum tipo de obra na tua casa desde canalização eletrecidade decoração pintura etc... não exites em contactar a "Ideias Na Gaveta unipessoal.lda" a empresa que tem a solução para o teu problema... entra em contacto conosco e nos arranjamos a mão de obra e o material ...
contactos atravez de email: XXXXXX@gmail.com
telefone:93 XXX XX XX
não hesites é sem compromisso
comprimentos
T. "

Uma pequena análise. Primeiro, não existem pontos finais nem vírgulas. Segundo, gosto do tom descontraído dado ao negócio. Do género "nos arranjamos a mão de obra e o material", naquela na boa 'tás a ver? Sobre os erros acho que não é preciso dizer nada.

ps: não será preciso dizer que o tlmvl e o mail foram retirados para manter o anonimato da jovem

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Wednesday, October 17, 2007

"P"

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor Português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar Panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se, principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Profunda privação passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... - Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo. - Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando
Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: - Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia.
Porque pintas porcarias? - Papai, - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitistes, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeito: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaus, piabas, piaparas, pirarucus. Partiram pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas.

Pobre Pedro Paulo pereceu pintando...
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar.
Pensei. Portanto, pronto: Pararei!

"Poda-se!!"

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Sunday, May 20, 2007

Falem bom Português, C*R*LH*!!!!!!!

Todos nós já ouvimos o emprego de palavrões. Fodasse aquilo, chupa aquele ou então mete isso naquilo. Enfim a quantidade e a variedade são grandes e também permitem combinações variadas. Inspirado no programa da RTP 1 sobre falar melhor português, decidi dar o meu contributo.

Para começar, falemos do “Fodasse”, há quem escreva “Foda-se” e até para a geração SMS “Fdx”, que todos conhecemos ou já utilizámos. Primeiro há que definir o significado da palavra. O “fodasse” é uma colocação que emite um desejo para que algo se faça ou se concretize, neste caso podemos traduzir como “que se foda” algo, o que posto em linguagem correcta seria “que se pratique o coito”. Tendo em conta este significado, é perceptível o mau uso dado a esta palavra nas conversações do dia-a-dia.

Por exemplo, “Fodasse, está a chover” é uma expressão no mínimo intrigante. “Que se pratique o coito, pois está chover” é algo que podemos relacionar com rituais pagãos. Esta cultura orgulha-se de ter uma relação “mágica” com a natureza, onde se inclui a sexualidade (ver Paganismo na Wikipédia). Podemos concluir que a pessoa que fez esta referência estaria a dizer que como está a chover, o ciclo da natureza tem continuidade e logo deve-se celebrar com o coito. Só espero que a moda não pegue, senão andar de autocarro em Lisboa com chuva pode ser problemático e provavelmente convém não fechar o guarda-chuva dentro dos autocarros.

Pela quantidade de “fodasse” que ando a ouvir, creio que estamos perante uma época de revivalismo do flower power pois só ouço gente a pregar amor por todas as razões e mais algumas. “Perdi o autocarro, fodasse”, tradução “Vou chegar atrasado ao emprego, portanto que hajam relações sexuais para que os meus remorsos sejam menores, ou então “despacha-te lá, fodasse….” que se pode traduzir como “faz aquilo que tens a fazer mais depressa ou então tenho que praticar o coito para me entreter”.

Outra expressão interessante, muito ouvida no meu secundário, é “ai a cona da prima”. Analisando a estrutura da expressão podemos fazer a tradução. A expressão “ai” é uma interjeição de dor portanto a tradução seria “cuidado com a vagina da filha dos meus tios que dói que se farta”. Bem…..eu nunca vi a vagina das minhas primas, mas se alguém tem uma prima com uma vagina que provoca dor em alguém, será talvez melhor ou consultar um especialista em vida selvagem ou então é uma prima chinesa capaz de asfixia peniana. Desde que vi a outra a atirar bolas de ping-pong com o “pito”, já estou por tudo.

Depois existe uma série de palavrões com conotação sexual que não sabem insultar convenientemente. Por exemplo, o famoso “vai apanhar no cú” só serve para insultar heterossexuais, e essa discriminação é inaceitável. Deveria existir um “vai pôr o teu pénis erecto numa vagina (Oh gay, vai foder uma mulher)” para homossexuais assim como “abre as pernas a um homem e deixa-o penetrar-te (Oh fufa, vai ser fodida por um homem)” para lésbicas. Não acho correcto pois o “vai apanhar no cú” deveria ser acompanhado de um prefixo heterossexual, estilo “Oh hetero, vai apanhar no cú”. Aí sim estaria tudo correcto.

Para não esquecer o “epah, isso é uma ganda broche”, que é uma expressão que transmite “epah, isso que me pedes é uma grande chatice estilo pôr um pénis erecto na boca”. Outro exemplo a pedir um prefixo heterossexual, ou lésbico, que aí faria mais sentido pois para um heterossexual masculino, deve ser extremamente indelicado e desconfortável ter que inserir o dito na cavidade oral.

A expressão “com’ó caralho” também me intriga. Primeiro deveria ser bem pronunciada, “como o caralho” e aí sim. Relevante agora é definir “caralho”. O “caralho” pode ser definido como “pénis erecto” e após esta explicação não se entende a expressão “’Tá frio com’oh caralho”. Se o “caralho” é pénis erecto então nunca poderia estar frio, e isto prova-se cientificamente. Se o pénis para estar erecto necessita de um aumento de circulação sanguínea e um consequente aumento de temperatura, é logo contrário à comparação com o frio. “Está calor como o caralho”, isso sim faz sentido, ou então “está frio como os colhões”, pois estes encontram-se sempre a temperatura inversa do corpo e mais propriamente do “caralho” de forma de garantir a sobrevivência dos espermatozóides.

Outra que ouvi recentemente, “’Tou com vontade de cagar com’oh caralho”. Está errado, pois da última vez que consultei os manuais de anatomia o sistema digestivo, mais particularmente o cagatório, e o sistema urinário e componentes do reprodutor não estavam ligados. Isso ou então há tubagem mal ligada. O correcto seria “‘Tou com vontade de cagar com’oh cú” ou então “ ’Tou com vontade me vir (ou mijar) com’oh caralho”. Enfim, português falado correctamente.

Para finalizar, uma expressão que me intriga. Quantas vezes já ouvimos falar em “pito”, e os machões na rua “Ah boa..ia-te ao pito” ou “Comia-te esse pito todo”. Primeiro, definições. “Pito” é um frango pequeno para quem não sabe. Sem tecer grandes comentários, só digo que se a miúda com quem andas tem um clitóris ou algo no meio das pernas que se pareça, cheire, saiba ou tenha qualquer semelhança com um frango cru ou saído do churrasco, sugiro-te que vejas o prazo de validade ou a origem dessa mesma pessoa porque algo me diz que há alguma peça que não encaixa. Nesse aspecto acho mais correcto o uso de “entrefolhos”, “botão” ou até aqueles que fazem alusões informáticas. Citando um conhecido: “Já clikas-te a rata?”. Não faço comentários ao “rata”. O mesmo digo em relação ao “pito”.

Se não tivermos cuidado como insultamos as pessoas podemos correr o risco de dizer coisas ridículas como “fodasse, está um frio do caralho e se a rata da prima daquele paneleiro não me fecha a janela mando o tipo apanhar no cú, caralho”.

Enfim é preciso começar a ser mais exigente no português, e falar como Camões sempre quis……AVISO: post com provável e possível continuação…...

Como diria Júlio César:
"Caralhus mes fudan, este postis eres lindus"

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